CRMV-SC promove a campanha "Praia não é lugar para cachorro"

CRMV-SC - CRMV-SC promove a campanha "Praia não é lugar para cachorro"
16/01/2019

Levar o cãozinho de estimação à praia pode parecer um ato de amor e companheirismo. Porém, esta prática promove riscos tanto para a saúde humana quanto dos próprios animais. Preocupados com este tema polêmico e com o intuito de informar os veranistas, os profissionais do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina (CRMV-SC) irão até as praias da Pinheira, em Palhoça e na Praia Alegre, em Penha para esclarecer o público sobre o assunto. O Conselho estará nas tendas do Sesc Verão, um projeto que oferece uma série de atividades gratuitas de lazer e serviços.
Pelo segundo ano consecutivo, Médicos Veterinários estarão à disposição dos turistas e moradores distribuindo materiais informativos e informando sobre os riscos relacionados à presença de animais nas praias. O gibi, intitulado “Prevenção - saiba como se proteger das doenças transmitidas pelo Animal” é direcionado para o público infantil, mas seu conteúdo é válido para todas as idades.
“Tivemos uma grata surpresa no verão do ano passado com a receptividade dos veranistas e o interesse no assunto, especialmente do púbico infantil. Precisamos deixar claro que os animais têm outras necessidades, diferentes das nossas”, afirma o Presidente do CRMV-SC, Médico Veterinário Marcos Vinícius de Oliveira Neves.
De acordo com o veterinário, a presença de animais no litoral pode trazer doenças para os adultos e principalmente para as crianças, que tem maior contato com a areia. Micoses de pele, outros fungos e alguns parasitas podem ser transmitidos. A saúde do animal de estimação também é posta em risco, com a chance de contrair viroses, possivelmente de animais de rua e sem vacinação. Outra questão são as altas temperaturas, que podem provocar queimaduras nas patas e na pele e desequilíbrio no sistema termorregulador dos animais. “Os cães possuem mecanismos de regulação da temperatura corporal e transpiração diferentes dos seres humanos. Esta questão fisiológica faz com que cães troquem calor com o ambiente de outras formas, o que muitas vezes é dificultado em ambientes como os de praia, acarretando transtornos que podem, em casos mais graves, levar à morte do animal.”

POLÊMICA EM FLORIANÓPOLIS

Está prevista para o próximo mês a votação do Projeto de Lei nº1705/2018 que pretende permitir cães nas praias de Florianópolis em locais demarcados. Na contramão do parecer técnico do CRMV-SC o PL recebeu aprovação da Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores de Florianópolis em dezembro do ano passado. Para ser aprovado, o projeto de lei complementar precisa do voto favorável da maioria absoluta dos 23 vereadores, em votação aberta, representando 12 parlamentares, no mínimo. A presença de animais nas praias de Florianópolis é proibida desde 2001, quando foi aprovada a lei 094/01, Art. 8º, que define: “É expressamente proibida a presença de cães, gatos ou outros animais em praias a qualquer título”.

RISCOS AOS ANIMAIS

- Exposição excessiva ao sol em animais de pele clara, por exemplo, favorece ao surgimento de tumores de pele tanto em cães quanto em gatos, sendo que algumas raças são mais predispostas.
- Queimadura de focinhos e patas.
- Afogamento (assim como as crianças, muitos cães se afogam sem a devida supervisão)
- Aumento excessivo da temperatura corporal, podendo levar à insolação ou intermação.
- Para animais com doenças alérgicas, a exposição ao ambiente da praia também pode trazer sérios transtornos.
- Micoses, sarnas, pulgas e carrapatos
- Otites em razão da umidade, principalmente em cães de orelha pendular
- Problemas oftalmológicos em razão do vento que leva areia na altura dos olhos dos animais.
- Viroses, principalmente em filhotes sem o esquema completo de vacinação.
- Intoxicação e/ou gastroenterite em razão de ingestão de água salgada ou alimentos inadequados.

RISCOS AO HOMEM
- Em relação aos humanos o problema mais comum é o famoso bicho geográfico (larva migrans), transmitido devido ao contato na areia com fezes de cães contaminados pelo Ancylostoma (um verme canino). Esta larva caminha sob a pele, causando lesões e coceira.
- Mordidas causadas por animais com comportamento agressivo ou alterado pelo ambiente.
- Parasitoses intestinais como a Giardíase e a Isosporose também podem ser transmitidas por meio das fezes infectadas dos pets, provocando sintomas como dores abdominais, gases, vômitos, diarreia e perda de apetite.
- Micoses, sarnas e doenças transmitidas por carrapatos

CRONOGRAMA

Praia Alegre, em Penha - 18/01 e 27/01 - 9h (Rua Ivo Silveira)
Praia da Pinheira, em Palhoça - 26/01 - 14h (Rua Mil Quatrocentos e Vinte e Três, 2-20 - Enseada da Pinheira)

Mais informações sobre o Sesc Verão



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