Santa Catarina lança campanha de prevenção contra a peste suína africana

02 de dezembro de 2021

O Governo do Estado acaba de lançar uma campanha de conscientização sobre a Peste Suína Africana. O Conselho de Medicina Veterinária de Santa Catarina, assim como as demais autoridades catarinenses, está preocupado com o retorno da PSA ao Continente Americano. Esta doença tem um forte impacto para a suinocultura e para a economia do país. O CRMV-SC faz um alerta aos médicos-veterinários: fique alerta! Notifique! Manter o Brasil livre da PSA também é sua responsabilidade!
A campanha publicitária conta com material em vídeo, áudio, impresso e online e será distribuído nos principais veículos de comunicação de Santa Catarina. Segundo o secretário de Estado da Agricultura, este é um chamado para que os catarinenses fiquem atentos aos riscos da introdução da PSA em Santa Catarina e para que os turistas saibam das regras para o transporte de produtos de origem animal.




Mensagem da Campanha


Embora não ofereça riscos à saúde humana, a peste suína africana causa grande mortalidade nas criações de suínos. Para proteger o agronegócio catarinense, é necessária a colaboração de todos.
Os turistas que visitam Santa Catarina - de carro, ônibus, navio ou avião - não devem trazer em sua bagagem nenhum produto que contenha carne suína. Os produtos apreendidos serão descartados.
Os produtores não podem alimentar os animais com sobras de comida (lavagem). Além disso, é importante proibir a entrada de estranhos na granja.
E, principalmente, caso haja qualquer suspeita da doença, notificar imediatamente a Cidasc.

Reforço nas ações de defesa agropecuária

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento reforçou a vigilância em portos e aeroportos, além de fortalecer sua capacidade de prevenção do ingresso do vírus da PSA no Brasil. Em Santa Catarina, as ações contam com o apoio da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e da iniciativa privada.

O que é Peste Suína Africana?

É uma doença viral que não oferece risco à saúde humana, mas pode dizimar criações de suínos, pois é altamente transmissível e leva a altas taxas de mortalidade e morbidade. Considerada pela OIE como uma das doenças mais relevantes para o comércio internacional de produtos suínos, a PSA afeta somente os suínos.
A doença está se disseminando pelo mundo, presente atualmente em mais de 50 países, entre eles, a República Dominicana e Haiti - este é o primeiro registro da doença no continente americano desde a década de 1980. A doença não existe no Brasil, a última ocorrência foi registrada em 1981 e, desde 1984 o país é livre de PSA.

Impacto na economia

O vírus da PSA não é perigoso para a saúde humana, mas gera um grave impacto social e econômico, especialmente para as exportações de produtos de carne suína, para a renda das famílias rurais, bem como para a segurança alimentar.
O agronegócio é o carro-chefe da economia catarinense, responsável por quase 70% de toda exportação e por mais de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. As agroindústrias empregam mais de 60 mil pessoas de forma direta e contam com 55 mil famílias integradas no campo. A produção catarinense é exportada para mais de 150 países, entre eles os mercados mais exigentes e competitivos do mundo.

FONTE: GOVERNO DO ESTADO DE SANTA CATARINA



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