Febre Aftosa - CRMV-SC recebe homenagem na Alesc

26 de maio de 2022

Nesta quarta-feira (25), o CRMV-SC recebeu uma homenagem na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) que promoveu uma sessão especial em comemoração aos 15 anos da emissão, da certificação de zona livre de febre aftosa sem vacinação para o Estado. A autarquia foi representada pelo seu Presidente, M.V. Marcos Vinícius de Oliveira Neves, que participou do evento ao lado de lideranças políticas e do agronegócio, entre eles o Governador de Santa Catarina Carlos Moises, o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo Miotto Ternus, o Deputado Moacir Sopelsa, Presidente da Alesc, que propôs a solenidade, entre outras autoridades.

Na ocasião, também foram homenageados os órgãos públicos, instituições, e personalidades que atuaram ativamente para que Santa Catarina obtivesse o referido status sanitário, que foi concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) no dia 25 de maio de 2007 e contribuiu para tornar o estado referência no país em sanidade animal e potencializou o desenvolvimento de toda uma cadeia econômica.

Mensagem do Ministro Marcos Montes

Em uma mensagem gravada, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes, qualificou a data como digna de comemoração, afirmando ainda que o trabalho realizado em Santa Catarina abriu as portas para que outros estados também buscassem a mesma condição sanitária. “Cabe a mim hoje parabenizar, agradecer ao governo do Estado, aos seus técnicos e produtores, e também à equipe do Ministério da Agricultura, que trabalharam tanto para que Santa Catarina obtivesse esse resultado. O governo federal agora trabalha para que o mesmo seja alcançado por outros estados. Parabéns a Santa Catarina pelo exemplo que deu ao país.”

Criação do ICASA

Em seu pronunciamento, o deputado Moacir Sopelsa, que é agropecuarista e já atuou como secretário da agricultura do município de Concórdia e também do governo do Estado, fez um relato do processo de vários anos que culminou com a obtenção da certificação da OIE. O trabalho, disse, envolveu etapas como viagens à Brasília e Itália para consulta técnica, a necessidade de criação do Icasa (Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária), coma contratação de mais de 100 médicos-veterinários, e decisões corajosas de seguir adiante com a suspensão da vacinação do rebanho catarinense ante o surgimento de focos de aftosa nos estados vizinhos. “Assim foi feito e nós chegamos onde estamos hoje. E estou feliz pelo que foi feito, pois nos permitiu passar de 300 milhões exportados para 5 bilhões (de dólares, ao ano). Que a gente possa manter esse status, para que os nossos produtores possam continuar a exportar e Santa Catarina sendo exemplo e conquistando mercados cada vez mais importantes.”

Atuação da CIDASC

O Deputado Coronel Mocellin destacou a atuação dos profissionais da Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) para a manutenção do status sanitário catarinense, com a realização de procedimentos como a brincagem dos rebanhos e a fiscalização dos animais que chegam de outros estados. Conforme disse, este trabalho mostra-se especialmente importante diante da falta de informações sobre as ações que estão sendo adotadas em outras regiões do país. “Os outros estados que estão livres (de vacinação), será que estão tendo o mesmo cuidado que Santa Catarina está tendo? Esta é uma preocupação que precisamos ter e também começar a cobrar dos estados vizinhos que tenham o mesmo rigor que os nossos produtores têm aqui.”

Agronegócio responde por 30% do PIB do Estado

Em seu pronunciamento, o governador Carlos Moisés afirmou que o setor do agronegócio responde atualmente por cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado e que a sua gestão está comprometida em dar sequência ao trabalho de manutenção do status sanitário de área livre de febre aftosa sem vacinação. Como exemplo, ele citou a recente edição de uma série de atos normativos visando aprimorar a rastreabilidade de animais no território catarinense.

“Nós precisamos controlar severamente os animais que entram e que saem do nosso estado para que a gente não tenha prejuízo nesse status internacional que fez Santa Catarina equilibrar sua balança comercial e o agronegócio ser forte como ele é na produção de proteína animal, exportando para todos os estados brasileiros e para o mundo também em grande quantidade. Isso foi feito a partir da confiança que o consumidor tem com o alimento saudável produzido em Santa Catarina.”

FONTE: ALESC
FOTOS: BRUNO COLLAÇO