México abre mercado para a carne suína brasileira - SC será o primeiro a exportar

17 de novembro de 2022

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SCRI-Mapa) comunicou nesta segunda-feira (14) a abertura do mercado do México para a carne suína brasileira. Essa abertura de mercado permitirá intensificar o comércio bilateral entre os dois países.

Com isso o Brasil poderá contribuir ainda mais na garantia de segurança alimentar no México. A carne suína do Brasil é reconhecida internacionalmente pela alta qualidade, inocuidade e competitividade.
Com a abertura do mercado mexicano para a carne suína brasileira, o Brasil chegou a 48 novos mercados abertos para os produtos agropecuários em 2022. Desde 2019, o número de mercados abertos chegou a 234.

Em Santa Catarina, o Governo do Estado comemorou. “Estamos preparados para atender esse grande mercado e não mediremos esforços para que o agronegócio catarinense continue crescendo e ganhando cada vez mais espaço internacional”, destaca o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo Miotto.

Nesse primeiro momento, todas as plantas habilitadas a exportar carne suína para o México são de Santa Catarina, primeiro estado brasileiro reconhecido como zona livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Para o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, a notícia é uma das mais importantes conquistas para a cadeia exportadora de proteína animal do Brasil:

“O México é, historicamente, um dos três principais destinos das exportações globais de carne suína, com volumes próximos a 1 milhão de toneladas. Falamos de, aproximadamente, 10% do trade global. A abertura é parte das medidas tomadas pelo governo mexicano para o controle inflacionário. Neste contexto, o Brasil reforça a sua posição de apoio às nações para a segurança alimentar e para a oferta de alimentos”.

MERCADO

O México é o terceiro maior importador mundial de carne suína. No ano passado, importou 1,16 milhão de toneladas do produto e este ano a expectativa é de que as compras atinjam 1,25 milhão de toneladas, volume que deve se manter no ano que vem.



Com informações do MAPA e do ECONOMIA SC