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CRMV-SC participa da IV CNP - Ações para suspender novos cursos estiveram na pauta

25 de novembro de 2022

O CRMV-SC está presente na IV Câmara Nacional de Presidentes do Sistema CFMV/CRMVs que encerra nesta sexta-feira em Cuiabá, Mato Grosso. O conselho catarinense foi representado pela Secretária Geral, M.V. Thalyta Marcílio e pelo Assessor Técnico, M.V. Fernando Zacchi. Durante dois dias, presidentes e representantes de 27 Regionais, compartilharam as experiências e trabalhos desenvolvidos, discutiram sobre diversos temas relacionados à medicina veterinária e zootecnia, entre eles ações que visem suspender abertura de novos cursos de medicina veterinária e propostas de uma marca única para todo o Sistema.

Qualidade dos cursos

O médico-veterinário do futuro é uma preocupação entre os profissionais e, sobretudo, dentro da Comissão Nacional de Ensino da Medicina Veterinária (CNEMV) do CFMV. Um levantamento realizado pelo colegiado e apresentado durante a CNP mostra que a oferta de cursos na área teve um crescimento exponencial de 1.575%, saltando de 32 para 536 em pouco mais de 40 anos, de acordo com dados obtidos no Ministério da Educação (MEC). O número é superior aos 320 cursos oferecidos mundialmente.

O mesmo levantamento aponta que a maioria dos cursos em funcionamento estão nas universidades privadas e com fins lucrativos (281). Entretanto, são essas mesmas instituições as que possuem menor avaliação no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). Entre as 215 instituições analisadas pela comissão a maioria das instituições privadas possuem notas conceito entre 1 e 3.

Além do vertiginoso crescimento na oferta de vagas, a qualidade dos cursos foi apontada como a grande preocupação da Comissão do Conselho Federal que avalia o ensino da Medicina Veterinária no país. Entre os anos de 2019 e 2022, 40 propostas de novos cursos foram analisadas pela comissão e todos tiveram parecer desfavorável à abertura de vagas. “A comissão não aprova, mas o MEC autoriza a abertura do curso”, explica Maria José de Sena, presidente da Comissão Nacional de Ensino da Medicina Veterinária. O resultado desse descompasso entre a avaliação do CFMV e do MEC é que “não teremos como saber se, no futuro, os profissionais estarão fora do mercado por falta de oferta de vagas ou pela qualidade ruim do curso de graduação”, alerta a professora Maria Clorinda Fioravanti, que integra a CNEMV do Conselho Federal.

Deliberações

Com o resultado do levantamento a Comissão Nacional de Ensino da Medicina Veterinária vai solicitar ao CFMV, entre outras questões, protocolar uma ação civil pública pedindo a suspensão da abertura de novos cursos de Medicina Veterinária e a paralisação da oferta de novas turmas em instituições com conceito inferior a 3 no Enade. “Nosso compromisso é sair dessa câmara com a ‘carta de Mato Grosso’, documento assinado por todos os presidentes dos regionais e pelo Conselho Federal relatando todos os pontos elencados no estudo feito pela Comissão de Ensino que dão sustentação para o diálogo com o Congresso Nacional e com o Ministério da Educação”, finalizou o presidente do CFMV, Francisco Cavalcanti de Almeida.

Identidade Única

Uma proposta de unificação de Missão, Visão, e Valores foi apresentada durante a CNP pelo Grupo de Trabalho (GT) responsável por revisar o tema, também foram apresentadas três propostas de marca única. De acordo com a presidente do CRMV-PE, Maria Elisa, membro do GT, o projeto aborda o conceito de Saúde Única (animal, humano e ambiental), pois ele não está popularizado dentro da sociedade.

O objetivo do movimento para a marca única é que para que as marcas do Sistema CFMV/CRMVs tornem-se competitivas. “O alinhamento de pensamento, também é uma forma de transparência e excelência. Uma marca única para conquistar um lugar único”, explicou a diretora de Comunicação, Marketing e Planejamento (Decomp) do CFMV, Laura Snitovsky.


ASCOM CRMV/MT