Varíola dos Macacos - orientação, prevenção e cenário em SC

05 de agosto de 2022

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a situação decorrente da disseminação do vírus causador da varíola dos macacos como uma emergência de saúde pública de interesse internacional. Apesar do nome, a doença viral não tem origem nos macacos, apenas foi identificada pela primeira vez nesses animais. Casos foram registrados em Santa Catarina e as autoridades na área da saúde reforçam a divulgação de informações corretas e orientações à população.

TRANSMISSÃO
A doença é considerada uma zoonose viral, causada pelo vírus monkeypox, e transmissão pode acontecer por contato próximo com secreções infectadas das vias respiratórias ou lesões na pele de um infectado, ou com objetos contaminados recentemente com fluidos do paciente ou materiais da lesão. A transmissão ocorre também por gotículas respiratórias.

SINTOMAS

Começa, quase sempre, com uma febre súbita, forte e intensa. O paciente também tem dor de cabeça, náusea, exaustão, cansaço e fundamentalmente o aparecimento de gânglios (inchaços popularmente conhecidos como "ínguas"), que podem acontecer tanto na região do pescoço, na região axilar, como na região perigenital.

PREVENÇÃO

A principal forma de proteção é evitar contato direto com pessoas contaminadas. Lembrando que a principal forma de transmissão ocorre através do contato pele/pele, pessoal, ou através do contato com objetos pessoais de um paciente que está infectado com a varíola dos macacos.

PANORAMA EM SC
Dados compilados pela SES (Secretaria de Estado da Saúde) até as 18h do último sábado (30) apontam que Santa Catarina tem 44 casos notificados. Destes, oito foram confirmados, sendo sete autóctones, ou seja, com transmissão local, e um importado de São Paulo. Outros 20 casos estão em investigação e 16 foram descartados.

FONTES: Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Infectologia e DIVE/SC
FOTO: Freepick