A Gerência de Vigilância Epidemiológica por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde de Florianópolis divulgou Nota Técnica sobre Esporotricose Animal, com o objetivo de regulamentar, padronizar e orientar as ações de vigilância, notificação, investigação, manejo, tratamento, prevenção e controle da esporotricose animal no município.
Desde 2024, a esporotricose animal é de notificação compulsória em Santa Catarina. Em Florianópolis, a obrigatoriedade foi ratificada pela Portaria Municipal nº 296/SMS/GAB/2025. Todos os casos suspeitos ou confirmados devem ser notificados. A ficha de notificação e investigação, disponíveis na Nota Técnica, deverá ser preenchida e encaminhada para o e-mail vigilanciaepidemiologica@pmf.sc.gov.br ou zoonosespmf@gmail.com.
Notificação é obrigatória em todo o Estado
A notificação é obrigatória em todo o Estado. O formulário disponível no Protocolo Estadual de Esporotricose Humana e Animal deve ser preenchido e enviado diretamente à Vigilância Epidemiológica do município.
A zoonose
A esporotricose é uma micose subcutânea de caráter subagudo ou crônico, causada por fungos do gênero Sporothrix, amplamente encontrados no meio ambiente, como no solo, em plantas, árvores e matéria orgânica em decomposição. A doença acomete animais e seres humanos, sendo considerada um agravo de importância sanitária municipal.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato do fungo com a pele ou mucosas, geralmente por meio de ferimentos causados por espinhos, lascas de madeira ou vegetais contaminados. Em humanos, a principal forma de infecção está associada a arranhaduras ou mordeduras de animais doentes, especialmente felinos.
Esporotricose em gatos
Nos felinos, o período de incubação varia de 7 a 30 dias. A doença pode se manifestar por meio de lesões cutâneas e mucocutâneas, únicas ou múltiplas, geralmente ulceradas, com secreção, localizadas com maior frequência na face, mas podendo atingir qualquer parte do corpo. Também são comuns as formas respiratórias, que podem evoluir para quadros mais graves, com comprometimento de outros órgãos.
Orientações à população e responsáveis pelos animais
• Animais suspeitos ou diagnosticados devem permanecer isolados durante todo o tratamento;
• Utilize equipamentos de proteção, como luvas e roupas de manga longa, ao manusear animais doentes;
• Em casos de arranhões ou mordidas, lave imediatamente o local com água e sabão e procure atendimento de saúde;
• Não abandone animais doentes e não descarte corpos de animais mortos no lixo ou no solo, pois isso contribui para a contaminação ambiental;
• Ambientes e objetos que tiveram contato com o animal devem ser limpos e desinfetados com água sanitária, conforme orientação técnica.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico da esporotricose em gatos deve ser realizado, preferencialmente, por exames laboratoriais, como citopatologia e cultura fúngica, coletados por médico-veterinário. O tratamento deve ser acompanhado por profissional habilitado e mantido até a completa recuperação clínica, seguindo as orientações técnicas vigentes.